segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Universidade Moderna

"Informamos todos os interessados que este imóvel é propriedade da empresa Incentinveste Imobiliárias e Investimento, SA. A entrada é só com autorização da administração da empresa", lê-se no aviso colocado na janela do edifício cor de rosa, ao lado da porta selada com cimento e tijolo. O edifício de Lisboa terá sido ocupado na sexta-feira à noite.Segundo apurou o DN, no seu interior ficaram os documentos oficiais da Dinensino, cooperativa que geria a universidade, e os registos que permitem aos alunos exigir diplomas e certificados de habilitações. A Universidade foi encerrada compulsivamente por um despacho do Ministério do Ensino Superior, em Outubro, e apesar de já não haver aulas a decorrer, ainda estavam a funcionar alguns serviços de secretaria.Na sequência desta decisão governamental, e depois de ter fechado as portas no final de Dezembro, a Dinensino iniciou no final de Janeiro um processo de falência.
Diário de Notícias 16-02-2009

"A cooperativa Dinensino, proprietária da Universidade Moderna, deve seis milhões de euros ao Fisco. A maioria das dívidas diz respeito a IRS retido a colaboradores e empregados e não entregue ao Estado. "


Incentinveste – Imobiliária e Investimentos, SA NIPC 503183717
Conselho de Administração
Moisés Szmulezwicz Broder Cargo: Presidente Sagi Koshet Cargo: Vogal José Fernando Raposo Cargo: Vogal

Venda de património não desportivo do Sporting

O grupo SIL, que actua na área do imobiliário, liderado por Joaquim Silveira, é o rosto do negócio e divide-se em três empresas, a Silcoge, a Sildifucia e a Silvip. a primeira destas empresas e o banco alemão Deutsch Bank Real State que se propõem adquirir os imóveis leoninos por mais de 50 milhões de euros.
No âmbito desse negócio, o Sporting pagou a quantia de 1.809.459,00€, correspondentes a 3,55% do valor total da venda (o normal nestes negócios é 3%) à “Silfiducia”, os serviços de mediação imobiliária que terá prestado; à “Dignidade & Firmeza”, os serviços de consultoria de gestão financeira e desenvolvimento de estudos de mercado.

Dignidade & Firmeza foi constituída, através do processo “na hora”, no passado dia 19 de Dezembro de 2006, com a particularidade de ter sido constituida um mês depois do Conselho leonino aprovar a venda do património não desportivo.
É sua sócia única a Sra. D. Maria Luísa Barros dos Santos Carvalho, casada com o Sr. Amadeu Augusto Lima de Carvalho, tendo aquela ficado desde logo nomeada gerente. O seu objecto social consiste, “consultoria de gestão financeira e estudos de mercado, no sector imobiliário.
Logo em 15 de Janeiro de 2007, menos de um mês depois de entrar em actividade, conseguiu que se realizasse a escritura pública de compra e venda daquele mega-negócio, no valor de 50.972.944,00€.
Em 7 de Março de 2007 a gerência da “Dignidade & Firmeza” passa para Amadeu Augusto Lima de Carvalho (conhecido accionista ligado à Universidade Independente)

Silcoge – Sociedade Construtora de Obras Gerais, SA NIPC 500257094
Conselho de AdministraçãoJoaquim Carlos Silveira Cargo: Presidente Pedro Manuel Martins Pinheiro Silveira Cargo: Vogal José Carlos Mendes Coelho
Cargo: Vogal Ismael Clemente Orrego
Cargo: Vogal Miguel Ollero Barrera
Cargo: Vogal
Silvip – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliários, SA NIPC 501870423
Sede: Av. Fontes Pereira de Melo, 6, 7º esq.
Conselho de AdministraçãoJoaquim Carlos Silveira Cargo: Presidente Virgilio Manuel Boavista Lima
Cargo: Vogal Pedro Manuel Lopes Sáragga Leal
Cargo: Vogal

Universidade Independente

Segundo uma nota da Procuradoria-Geral da República, os arguidos são acusados da prática de crimes de «associação criminosa, fraude fiscal qualificada, abuso de confiança qualificada, falsificação de documento, burla qualificada, corrupção activa/passiva, corrupção no sector privado, branqueamento, recepção ilícita de depósitos».

A instituição acabou por ser encerrada a 31 de Outubro de 2007, por decisão do Ministro do Ensino Superior, na sequência de dois processos: um de caducidade de reconhecimento de interesse público e outro de encerramento compulsivo por manifesta degradação pedagógica.
Os principais responsáveis são Luis Arouca, Rui Verde e o accionista Amadeu Lima de Carvalho

João Pedroso

Foi contratado pelo Ministério da Educação, em 2005 e 2007, para sistematizar, em regime de profissão liberal, a legislação sobre Educação publicada nas últimas décadas. O contrato com pagamento adiantado num total de 287.980 euros, foi rescindido em Dezembro de 2008.
Considerando que ele só tinha feito metade do trabalho contratado foi obrigando-o a devolver 133.100 dos 287.980 euros recebidos."

A Reitoria da Universidade de Coimbra abriu um "inquérito interno", para apurar se João Pedroso cometeu alguma "falha disciplinar" pela quebra de exclusividade.
João Pedroso, que é juiz em situação de licença sem vencimento desde 1990, ocupou cargos de topo na administração pública e em vários gabinetes ministeriais no tempo de António Guterres .
É irmão de Paulo Pedroso.

Fátima Felgueiras

O Tribunal de Felgueiras condenou a 7 de Novembro de 2008 a presidente da Câmara, Fátima Felgueiras, a três anos e três meses de prisão com pena suspensa por igual período, decretando ainda a perda de mandato da autarca.

Um parecer da Procuradoria Geral da República considera ilegais os pagamentos, por parte de câmaras, de despesas com advogados antes do final dos processos. Isto porque a lei faz depender o apoio do erário público da inexistência de dolo ou negligência na prática de alegados crimes.
Estão em causa mais de 100 mil euros todos assinados pela própria presidente-arguida.
13 de Dezembro de 2006 pagamentos 20 mil euros, 12 mil euros e 13 mil euros
9 de Fevereiro de 2007 57 mil euros
pagamento de 22600 euros a Paulo Ramalho, o advogado brasileiro que representou Fátima Felgueiras, aquando da sua fuga, para o Brasil, com vista a escapar a um mandado de detenção
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